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 CAPÍTULO 1 - Infectados

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bruno
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MensagemAssunto: CAPÍTULO 1 - Infectados   Qui Ago 13, 2015 2:47 am




CAPÍTULO 1 - Onde os vivos não tem vez.

As publicidades de opções para as festas de final de ano estão a todo vapor nas mídias. Em jornais, revistas, panfletos, mensagens de texto por celular e principalmente na internet e na televisão, a tentativa de pescar consumidores é gigantesca. Paranaguá Bay, uma enorme cidade litorânea paranaense, os pontos turísticos, palcos e decorações já estão montados, estampando uma nova roupagem na cidade. No alto de uma cobertura a beira-mar está José Carlos Correira, ou Zé Correia, numa festa de gente rica como ele mesmo gosta de chamar. - Putaria de mensagens inconvenientes! Zé silencia seu celular e guarda-o no bolso da calça jeans.

Zé, que carrega esse nome brasileiríssimo graças a seu pai, é um jovem adulto que acabou de entrar na casa dos trinta, solteiro e vive na cidade com seu irmão mais velho, Marcus Correia. No meio da festa, regada a música ao vivo, bebidas variadas e mulheres lindas, Zé Correia não percebe as 23 chamadas perdidas em seu celular.

Tempo depois, já meio embalado pelos drinques e várias flertes sem sucesso, ele resolve verificar o celular para disfarçar o constrangimento da última investida falha que deu em cima de uma belíssima modelo.
- Mas que droga!! 23 chamadas! O que será que esse chato quer? Reclama ao ver as muitas tentativas de comunicação de seu irmão, enquanto retorna a ligação, a cobrar.
- Alô! Zé?.. Zé! É você?.. porquê não atendeu essa merda de celular? Tô a horas tentando falar contigo! Atende Marcus.
- Estou numa festa, muito barulho e não ouvi o celular tocar. Responde percebendo certa agitação no ambiente em que seu irmão está.
- Você precisa sair dai o quanto antes!.. a ligação começa a falhar.. Você tem visto os jornais? Percebeu o tanto de chamadas de última hora? Aonde você está?.. a ligação fica cada vez pior.
- Não to vendo tevê né? To numa festa, cheia de mulheres lindas! Nada mais me interessa. Zé não parece levar muito a sério a conversa com o irmão.
- Escuta aqui garoto! A coisa é séria. Algo deu muito errado e eu preciso que você vá logo pra casa dos nossos pais. Dê um jeito de entrar e me espere por lá! Fique no porão e não saia até eu chegar... a ligação passa de ruim à péssima.

Do outro lado da ligação, Zé caminha até a sacada para tentar melhorar a chamada e percebe uma grande movimentação nas ruas. Carros acelerados e correria, viaturas policiais com atividades mais intensas e algo que o assusta, um helicóptero de uma emissora televisiva passa acima de sua cabeça perdendo altura filmando tudo.
- Marcus, o que esta acontecendo? Pergunta Zé, nitidamente preocupado e curioso.
- Esta acontecendo algo com as pessoas, não sabemos direito o que é nem como começou, mas é perigoso. Faça o que eu disse, vá pra casa do papai e me espere. Cuidaa..... uma explosão interrompe a ligação. De onde zé estava, pode ver uma pequena luminosidade no alto mar, exatamente onde os navios militares costumam ficar.

Zé recua alguns passos para trás, afastando-se do parapeito, quando outra explosão, no prédio vizinho, o leva ao chão. Nesse momento as outras pessoas da festa correm para fora para ver o que havia acontecido enquanto ele corria para dentro. - Aqui não é seguro!Voltem aqui pra dentro. Dizia ele ao tentar chamar-as para dentro.

Apertando o botão do elevador, outra explosão próxima sacode o prédio, deixando tudo ao redor sem energia. A escada é a única alternativa agora. Após descer correndo 15 andares e estar próximo da saída, Zé vê um caminhão de bombeiros invadir o saguão de entrada, destruindo tudo e bloqueando a passagem. Não era possível ver nada do lado de fora, apenas ouvir gritos, carros acelerados e tiros aos montes. Algumas poucas pessoas haviam chego ao salão de entrada junto com Zé, entre elas uma menininha que aproximou-se do caminhão de bombeiros. Ao perceber que o caminhão vazava muito óleo e gasolina e poderia explodir a qualquer momento, ele corre para ajudá-la. No momento em que a segura pelos braços, o caminhão vermelho e amarelo explode jogando-os longe. Zé Correia desmaia.

Quase um dia depois, Zé acorda zonzo, enxergando o local envolta embaçado e com uma enorme dor de cabeça. - Mas que porra é essa? Reclama enquanto se levanta e percebe que tem uma atadura feita com sua própria camisa enrolada na testa, cheia de sangue. Sua visão vai melhorando a medida que consegue se manter em pé mas, a dor ainda incomoda. Zé vê um grupo de pessoas reunidos, discutindo. Ao seu lado, dormindo estava a menininha que ele mesmo ajudou segundos antes da explosão.
As pessoas percebem que José despertou e uma mulher vem ao seu encontro. - Obrigada! Obrigada! Ela o abraça forte e agradece.. - Você salvou minha filha.
Ainda tonto e sem saber direito o que estava acontecendo ele pergunta: - O que esta acontecendo? Pensei que tinha morrido na explosão. Zé é ajudado a se aproximar do grupo pela mulher.
- Foi por pouco, amigo. Por sorte sou médico e pude lhe ajudar rapidamente. Os demais não tiveram tanta sorte assim. O médico, um senhor por volta dos 60 anos o cumprimenta e mostra os que morreram soterrados pelos escombros da explosão do caminhão de bombeiros. - Estamos presos neste salão, sem nenhuma ideia do que esta acontecendo lá fora. Só escutamos gritos, gemidos e tiros. Conclui.
- Está assim a horas! HORAS! Responde uma outra mulher, super bem vestida, linda e de corpo escultural, aos prantos, tremendo e com algumas escoriações nos braços, rosto e pernas.
- A algumas horas decidimos mover alguns entulhos e concretos para tentar abrir caminho por cima do caminhão. Diz um homem de óculos e de fraca compleição física, meio calvo e ainda de pijamas.
- Cuidado para não mover coisas demais e causar um desabamento inesperado. Responde Zé enquanto verifica o local.
- Sou engenheiro! Mas em uma situação caótica assim e sem nenhum recurso fica difícil determinar aonde cavar uma saída. Diz Jonas, ao lado de sua esposa Paula que diz. - Você só esta com medo de assumir alguma responsabilidade, Jonas. Como sempre!! Paula mostra-se incomodada com o marido.
- Pelo menos sabemos que é perigoso mexer e não devemos fazer nenhum movimento errado, ou nossa situação piora. Retruca Solange, a mãe da menininha.
- Acalmem-se pessoal! Vamos encontrar uma maneira de sair daqui. Responde Casio, o homem de pijamas.
- Doutor, como se chama? Pergunta José.
- Tadeu! Responde.
- O senhor e as três mulheres podem ir tirando as pedras menores. Jonas e eu escalamos e tentamos derrubar as maiores e você.. aponta para Cássio... -tente encontrar algo que possa nos ajudar a quebrar os concretos maiores. Zé toma a frente da situação e pede que Jonas sugira aonde é a melhor opção.

Enquanto o grupo trabalha, disparos frenéticos assustam o grupo. Eles escondem-se de medo, menos Zé.
- Cuidado meu jovem! Diz o médico.
- Relaxa meu senhor! Se nem ar esta entrando direito, essas balas é que não vão entrar. Vamos continuar trabalhando...

Mais uma explosão acontece, não muito próximo, mas o suficiente para derrubar uma das paredes e abrir uma saída.
- Alí! Graças a Deus! Uma saída! Vamos pessoal... Diz Zé.

Já era noite e o buraco na parede fazia entrar uma luz amarelada em meio a fumaça. Archangel, o edifício onde estavam, localizava-se de esquina com duas ruas movimentadas. José foi o primeiro a sair pelo buraco no hall e vê carros empilhados aos montes, batidos e abandonados, alguns em chamas outros completamente destruídos mas, o que realmente assusta são os corpos jogados no chão, alguns extremamente dilacerados. Ele volta alguns passos atrás e pega a criança Camily no colo, tampando seu rosto para que não visse aquela atrocidade. Liderados por José o grupo corre na direção contrária à avenida principal e ao virar a próxima esquina o que estava acontecendo do lado de fora se revela. Um grupo de pessoas ensaguentadas devorava uma mulher, arrancando seus órgãos do corpo e comendo-os. Ao perceberem o grupo de José as "pessoas" correm em sua direção. Espantado o grupo fica atônito, sem saber o que fazer ou como reagir, menos Raphaela, a modelo, que corre na direção de onde vieram e é surpreendida por dois homens que a agarram pelos braços. Um deles abocanha seu ombro direito e o outro, cambaleante, cai a seus pés e a morde na altura do tornozelo - SOCOOOORROOOOO!!.. AI MEU DEU!!.. ELES ESTÃO ME MORDENDO..SOCOOORROO! O grupo continua sem reação até que o doutor Tadeu indica um caminho. - Vamos por aqui! Estas pessoas são canibais! José novamente é o primeiro a se mover e segue a sugestão do médico. Eles correm alguns metros, sempre seguidos pelos "canibais", até entrarem em uma farmácia e presenciarem novas cenas de devoramento.
- Caralhooo!! que merda é essa? Grita José
- Meu Deus! É o fim do mundo. Exclama Paula, ofegante.
- Nós vamos morrer! Vamos morrer! Cásio se desespera e é atacado pelas costas. Um "canibal" gruda pro tás e abocanha seu pescoço espirrando sangue para todo lado. O grupo deixa a farmácia e Cásio para trás.

A cada rua que passam presenciam mais e mais cenas de canibalismo até que Zé encontra o corpo de um policial no chão, sem cabeça e sem parte de alguns membros, mas com uma metralhadora presa pela bandoleira ao seu tronco. Mostrando-se habilidoso com a arma ele entrega a menininha de seu colo a Jonas. - Cuide dela! Tenho que chegar a minha casa! Precisamos descobrir o que esta acontecendo. Diz Zé tomando a frente do grupo com a arma em posição de combate. A cada corpo que se movimentava a sua frente ele abatia com um disparo certeiro. O caminho estava mais seguro.
- Vamos evitar ruas movimentadas! Sugere Tadeu.
- Exato! Estamos em território hostil. Vamos ter cuidado. Responde José.
- Meu Deus! Eles estão mortos! Foram atacados na nossa frente, sem motivo nenhum! Comentava e chorava Solange.
- Aqueles homens não pareciam estar normais! vocês repararam a cara deles? É Paula quem levanta a questão.
- Eu vi amor! Eles pareciam possuídos, como naqueles filmes de terror. Responde Jonas.
- Isso é possível doutor? Tem alguma droga que transforma pessoas em canibais? Pergunta Solange.
- Silêncio! Silêncio. Vamos ficar calados. Precisamos de um lugar pra passar a noite ou não amanheceremos vivos. Estou ficando sem munição.

A poucos metros de onde estavam eles escolhem um sobrado abandonado. - Vamos entrar ali! Fiquem na garagem que eu vou certificar se o lugar esta seguro. Escondam-se atrás do carro. Comanda José.

Dentro da casa, Zé passa pelos cômodos de baixo sem perigo mas percebe que tudo esta uma bagunça, as janelas todas quebradas e a porta que da acesso aos fundo também. Cauteloso ele sobe as escadas e uma mulher com os braços rasgados e mancando desce gemendo e babando sangue. Primeiro ele atira na barriga mas, a mulher não para o ataque. Mais dois disparos são feitos contra o peito e a derrubam fazendo rolar escada abaixo derrubando também José. Incrivelmente ela continua atacando mas com menos força e os dois travam uma luta corpo a corpo no chão. A mulher agarra a arma de José com uma das mão e com a outra, toda quebrada, tenta pegá-lo. José se desvencilha e escapa, levanta-se e chuta a cabeça da mulher repetidas vezes até que esmaga seu crânio. Só assim ela cessa o ataque. - Maldita! Vagabunda! Com cara de nojo pelo sangue em sua roupa ele retoma a subida da escada e nos cômodos de cima encontra apenas dois corpos parcialmente devorados em um dos quartos, que ele tranca para poder chamar os companheiros.

Acomodando-se na parte superior do sobrado eles passam as últimas horas da noite em vigília. Apenas a garotinha e Paula conseguem dormir.

-O que será isso? Pergunta-se Jonas
- Não pode ser verdade! Isso não pode ser verdade! Estamos num pesadelo! Solange continua chorando e agarrada a sua filha.
-Falem baixo! Não vamos chamar a atenção. Diz José que estava vasculhando o quarto a procura de alguma coisa.
- Aquiete-se, José. O que esta procurando? Pergunta Tadeu.
- Preciso de um celular! Tenho que falar com meu irmão. Responde irritado por não encontrar nenhum.
- Use o meu! É de conta, da empresa, pode usar a vontade. Jonas oferece seu aparelho.

Após tentar pegar algum tipo de sinal, José consegue efetuar uma ligação mas, o outro numero não responde. - Caixa postal! Odeio caixa postal!
- Tente novamente! Responde Solange.

José tenta inúmeras vezes e consegue. - Alô? Marcus? Marcus?
- Zé? Que bom que você esta vivo! Aonde você está? Já chegou em casa?
- O que esta acontecendo? Tem pessoas comendo pessoas por todo canto da cidade.
- Qual foi seu contato? Você foi ferido por algumas dessas pessoas? Te morderam? Te arranharam?
- Contato corpo a corpo! Não.. estou bem, mas vi algumas pessoas serem devoradas.
- Graças a Deus! Ainda bem irmãozinho...Você já esta em casa?
- Não porra! Não ouviu o que eu falei... tem gente fodendo com todo mundo em tudo que é porra de lugar! Que merda esta acontecendo, Marcus? Que merda que deu errado?
- É o seguinte. Não deixe que essas pessoas te machuquem.. mordam.. arranhe.. elas estão infectadas e agem de forma irracional.
- Porra eu meti três balas numa mulher que tentou me atacar e ela não morreu. Só parou quando eu estourei a cabeça dela.
- Elas foram infectadas e morreram mas, o que deu errado foi algo que deveria salvá-las.
- Morreram o caralho.. 
- Zé! Elas morreram, mas voltaram... só que não são mais elas mesmas!
- Não me fode!! José leva as mãos a cabeça.
- Agora faça o que eu lhe disse! Vá pra casa e me espere lá. Use todas as armas pra se defender. Golpeie a cabeça deles e não seja ferido! Por favor.
- Certo! Mas esteja lá o quanto antes.

José explica aos demais a situação da mesma forma que seu irmão lhe contou. Desesperados eles tentam aceitar a notícia. O dia amanhece e cautelosos eles começam a deixar o sobrado e seguirem para casa de José. - Não moro longe daqui. Umas 15 quadras. Vamos...

José Correia, embora com 30 anos, estava morando novamente com seus pais na casa de praia. Era uma casa simples mas com um terreno enorme ao redor e muros altos. A casa de seus pais não ficava pro lado da orla marítima, e sim pro outro lado da via de acesso, ainda no litoral mas, longe do tumulto de trânsito e agitação.

Do local até a via rápida, que liga a região beira mar com o restante do bairro, o grupo vê algumas pessoas infectadas mas consegue avançar sem chamar a atenção. Camily, a garotinha que estava em choque e aos poucos começa a voltar a realidade. O caminho que eles percorrem remete a uma visão de tortura infernal, a cidade parcialmente destruída, corpos mutilados pelo chão, pessoas infectadas caçando qualquer coisa que se mova e muito, muito sangue. É essa cena que a criança vê ao sair do trauma e começa a gritar em pânico.
- Calma minha filha! Não grita não! Solange tenta acalmar a filha sendo ela mesma é uma das mais nervosas do grupo.
Jonas, que carregava a Camily no colo, tenta tampar a boca da menina com uma das mãos. - Xiiiu! Xiiu! Fique quieta, Camily.
- Não olhe querida. Não olhe. Dizia Solange.

José estava alguns metros a frente verificando a segurança para a passagem dos demais. Os gritos de Camily chamam muito a atenção e entrega o posicionamento dos cinco. Os infectados surgem de todos os lugares e alguns até se levantam do chão. Uns caminham mais lentamente devido a lesões e fraturas no corpo, outros quase correm. Eles seguem Zé que os chama com um sinal com as mãos, logo, uma multidão de infectados esta perseguindo o grupo.
- Vamos morrer! Zé, encontre logo um lugar. Grita a desesperada Solange.
- Eu não aguento mais! Diz a ofegante Paula que começa a ficar pra trás.
- Vamos querida! não desista. Jonas tenta incentivar a esposa.
- Corram.. Corram! Grita José disparando contra outros infectados que vinham de outra direção, a frente. - Andem logo cacete... ou vamos ficar encurralados.

Jonas coloca Camily no chão por alguns segundos e tenta puxar a esposa pelo braço. Camily leva as mãos a cabeça e fica imóvel, gritando de olhos fechados. Os infectados se aproximam. Solange volta para pegar a filha nos braços mas Jonas encontra forças para carregá-la com apenas um braços e com o outro puxa e empurra a esposa. Tadeu era o mais próximo de José.
- Vamos encontrar outra casa pra ficar até eles nos esquecerem. Sugere o médico.
- Somos presas! Estamos sendo caçados! Se pararmos ou ficarmos em algum lugar que eles nos vejam entrando, não irão desistir até nos pegarem. Não podemos parar. Responde José.

Os infectados vinham de todos os lados. Paula ficava por último e foi surpreendida por uma mulher infectada que surge de trás de um carro que estava capotado na pista. A essa altura vários carros e outros veículos estavam engarrafados na avenida, batidos, capotados, destruídos, bloqueando a rua. A infectada agarra a morena, derrubando-a no chão. - Socorrooooo.. Jonaaaaas! Socorrooooooooooo!! Paula tenta se levantar rapidamente lutando para tentar livrar sua perna das mãos da infectada. Com alguns ponta-pés ela se solta e corre até Jonas, que também é atacado por outro infectado mas consegue desviar. O grupo se junta aonde José estava, atrás de um caminhão do exército, que estava atravessado na rua. Encurralados por todos os lados, José abre a porta e empurra o motorista do caminhão que estava morto e indica o caminho. - Vamos por aqui! Entrem no caminhão. Atravessem para o outro lado.

Paula é a primeira, auxiliada por Tadeu e Jonas. Solange vai em seguida e do outro lado espera pela filha. Tadeu e Jonas vão logo depois enquanto José não erra os alvos e vai abatendo quantos infectados consegue até garantir a passagem segura dos demais. Embora fosse preciso nos disparos, Uma arma só é pouco para conter tantos infectados. Eles se aproximam perigosamente. Com pouco tempo resta a ele deslizar para baixo do caminhão e se arrasta até o outro lado quase sendo pego pelos infectados.
Tadeu mostra a José o corpo do soldado que estava no caminhão: - Olhe José, na cintura dele, uma arma.
José solta o coldre do soldado e pega a pistola e as munições. Encostado em um dos pneus estava um outro soldado com uma metralhadora jogada ao lado. - Jonas! Pegue aquela arma. Vamos precisar. Diz José
- Mas eu não sei atirar. Responde ele.
- É só apontar e apertar o gatilho. Na hora do desespero você vai saber como fazer. Retruca.

Enquanto caminham, o doutor Tadeu pede para examinar a perna machucada de Paula: - Deixe-me dar uma olhada nesse ferimento.
- Não! Aqui não. Vamos continuar até estarmos seguros. Diz paula.
- Ela esta certa doutor. Afirma José.
- Então, assim que pararmos vou cuidar de seus ferimentos minha jovem. Completa Tadeu.

O caminho adiante do caminhão parecia estar mais tranquilo. O cenário de destruição era o mesmo,mas os infectados eram poucos. O grupo consegue andar alguns quarteirões a frente, sem perigo. José e Jonas vão à frente, com os fuzis. Solange vem logo atrás com sua filha no colo e por último, mas não distante, Tadeu ajuda Paula a caminhar.

Não fosse apenas o corpo pesado de Paula, que não chega a ser uma obesa, mas esta acima do peso, o sangue do ferimento em sua panturrilha escorre aos montes. Rapidamente Tadeu percebe que a temperatura do corpo de Paula cai e ela começa a suar frio. Mais alguns metros a frente ela desmaia. - Esperem!! Acudam! Tadeu chama a todos.
- Paula! Amoooor! Jonas volta imediatamente ao encontro da esposa, enquanto José fica alerta.

O médico rasga parte do vestido de Paula e faz um torniquete na coxa, estancando um pouco a hemorragia. Com sua própria camisa ele cobre o ferimento. - Jonas, o ferimento é grave. Profundo. Ela foi agarrada com muita força que chegou a rasgar parte do músculo. Talvez a adrenalina do momento não permitiu que ela senti-se dor, mas agora ela já não esta suportando. Sentiu toda a dor de uma vez só. Constata.
- Não é possível! Foi muito rápido e a mulher infectada apenas a agarrou com as mãos. Não tinha nada cortante desse jeito. Analisa Jonas chorando pela esposa.
- Eu sei!  Eu vi. Também não entendo. Responde Tadeu.
- Eu falei! Somos presas para essa gente! Estão nos caçando. Quando um predador captura sua presa ele não solta tão fácil. José usa uma analogia para esclarecer o que ele pensava.
Então Solange levanta uma questão interessante: - José, você não nos disse que seu irmão alertou para não sermos feridos por esses infectados de jeito nenhum?... Todos olham para ela intrigados... Poque será que ele disse isso? Finaliza a frase.
- Não sei, mas devemos tomar cuidado com isso. Diz José.

Enquanto o grupo discute. Camily que estava nos braços da mãe parece perceber algo. ela olha para o céu e tenta chamar a atenção da mãe, cutucando-a. Rapidamente todos também percebem um barulho que vai crescendo e no céu, três aviões militares fazem um rasante, em formação triangular e dividem-se logo após passar o grupo. De onde estavam, eles puderam ver que cada um dos aviões dispara um míssil em direção a cidade, que acertamos prédios do centro, bem próximo de onde estavam anteriormente.

Após o barulho dos aviões, gemidos típicos dos infectados transforma-se num barulho alto, pavoroso e facilmente reconhecido pelos seis após as experiências recente. - Estão ouvindo? Temos que sair daqui. Diz Solange.
A pressão do impacto dos mísseis faz metade da cidade tremer e põe fogo do outro lado. O cenário torna-se ainda mais horrível e perigoso.
- Vamos logo! Não estamos longe. Diz José.
Jonas entrega o fuzil a Tadeu, ergue a esposa e a coloca sob os ombros. Na primeira esquina que viram, 3 quadras da casa dos pais de José, eles se deparam com uma rua inteira lotada de infectados, caminhando na direção contrária. Frente a frente com os infectados, os sobreviventes são obrigados a retornar. As outras ruas estavam bloqueadas de tantos carros, ônibus, caminhões e viaturas. Tadeu dispara aleatoriamente contra os infectados, mas não acerta nem metade dos tiros. José, por sua vez, não erra nenhum, mas nem isso é o suficiente, pois eram muitos. No final da rua havia um ônibus ainda de pé, mas estava longe.- Vamos subir naquele ônibus. Sugere José.
- Está muito longe. Não vamos conseguir. Diz Tadeu.
Solange, Camily, Jonas e Paula estavam atrás de José e Tadeu, que disparavam sem cessar.
- Vão logo. Vão vocês. Tadeu e eu ficaremos na retaguarda.

Jonas é o primeiro a ir, seguido de Solange. Os dois carregavam peso e eram lentos nos movimentos. Enquanto José e Tadeu atiravam, também recuavam. A multidão de infectados estava cada vez mais próximos.
Os quatro que se dirigiam até o ônibus são surpreendidos por mais infectados. Solange se assusta, tropeça e não cai, mas bate de costas em um carro e fica a mercê dos infectados. Ela luta com alguns deles tentando proteger Camily, nisso é arranhada várias vezes mas não deixa a filhas ser ferida. José vê a cena e tenta sair pelo flanco de onde estava. Saltando os carros para se aproximar e tentar salvar a companheira.
Desesperada, Solange solta a filha e manda seguir Jonas. Camily chora, berra mas obedece a mãe. Solange derruba um infectado mas não escapa da mordida de uma mulher,que agarra sua mão e morde seu pulso. Logo outro abocanha seu ombro e outra sua barriga, rasgando-a de cima a baixo. Solange era devorada. - Nãaaaaoooo!! José nada pode fazer para salvá-la. Tadeu desespera-se a medida que os infectados se aproximam e corre. Cansado, fica indeciso sobre qual caminho tomar, se desviava dos carros ou tentava saltá-los e isso faz com que os infectados se aproximem demais. Ele resolve subir em um dos carros, continua disparando mas é derrubado. Vários infectados atacam sua cabeça dilacerando seu rosto. tudo o que José vê é o corpo do médico sendo arrastado para o chão e uma multidão de infectados disputando um pedaço do seu corpo. O mesmo acontecia com Solange.
Camily parecia ser presa fácil mas, quando uma mulher infectada estava prestes a pegá-la, José acerta um tiro que estoura os miolos em cima do rostinho da menina. Ele a toma nos braços e segue para o ônibus.
Jonas havia deixado a mulher no chão e tenta abrir a porta do ônibus a força. José chega para ajudar e eles consegue abrir. eles entram no ônibus, fecham a porta e ficam seguros por um pequeno estante. Os infectados rodeia o veículo que começa sacudir. Eles espremem-se e forçam a porta. Era questão de tempo para que eles entrassem. - Que merda, eu pensei que o ônibus estava bloqueando a rua, como o caminhão estava lá atrás. Lamenta-se José.
- Aqui dentro iremos morrer. Temos que subir. Grita o desesperado Jonas que abraçava a mulher.
- Eu sei, caralho! me deixa pensar. Diz José.

Ele quebra uma das janelas e analisa se teria como subir por ali sem serem pegos e conclui. - Da pra subir por ali. O foda vai ser sua mulher. Teria que ser com agilidade e ela esta desmaiada. A Camily é moleza, eu subo primeiro e puxo ela.
- Não sou ágil. Como vou fazer com a Paula? Como? Jonas esta desesperado.
- Calma porra. Calmaaa.. não é hora pra desespero... José o chacoalha pelos braços tentando acalma-lo... Vou subir primeiro, puxo a Camily. Você me passa os braços da sua mulher e eu a puxo pra cima. Fique segurando as pernas dela pra não cair, quando a cintura dela passar da janela eu puxo com tudo e depois te ajudo a subir.
- Ok! Ok!.. Vamos tentar. Jonas enxuga as lágrimas.

Enquanto José sobe, os infectados quebram alguns vidros, dando pra ver seus braços para dentro do ônibus. Se eles abrirem a porta será o fim. Rapidamente Zé puxa Camily, mostra para ela onde deve segurar e volta para ajudar Paula. Jonas se bate para conseguir colocar a esposa pesada na janela estreita e perde tempo. - Vamos Jonas, você consegue! Incentiva José do alto do ônibus.
- Não estou conseguindo. Não esta dando certo. Jonas entra em desespero novamente.
- Vai porra.
ele consegue passar os braços e parte da cabeça de Paula, suficiente para que José a segure mas o pior acontece. Os infectados entram no ônibus e avançam sobre Jonas. José faz força para puxar Paula mas disputa metade do seu corpo com os infectados, quando de repente, apenas um dos braços da mulher se solta do corpo e José caiu para trás com o meio-braço nas mãos.. - Merdaaaaaa!! Eles pega Camily nos braços. Ao ver a cena impossível de escapar, aos poucos o desespero vai tomando conta e ele deita-se, desacreditado.

FIM DO PRIMEIRO CAPÍTULO
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